
Estou cansado: destas linhas, destas letras, destas mentiras que invento e nas quais acabo por acreditar...
Estou cansado: da reforma ortográfica, da nova gramática, das tantas regras de exceção para separar palavras da vida...
(Estou cansado é de mim!)
Vou-me embora.
Embora para longe daqui...
Não quero mais sapatos, gravatas, paredes de escritório que só me deixam viver pelo vidro meio sujo das janelas.
Quero que minhas mãos criem.
Quero que meu coração crie!
Quero filhos.
Quero amor...
E um cachorro grande, desajeitado e fiel!
Mas, por ora, não dá pra ir ainda...
(Será que um dia dará?)
Sei não...
Nem quero, por ora, saber.
(Vou, apenas, me entregar à adolescente insatisfação de não ter realizado ainda meus tão antigos planos e fechar a cara, conversar por resmungos e, sempre que possível, bater a porta do quarto...)
Depois, vejo um rosto bonito ou outra delicadeza qualquer e componho mais um poema.
Deixando o círculo recomeçar...
Estou cansado: da reforma ortográfica, da nova gramática, das tantas regras de exceção para separar palavras da vida...
(Estou cansado é de mim!)
Vou-me embora.
Embora para longe daqui...
Não quero mais sapatos, gravatas, paredes de escritório que só me deixam viver pelo vidro meio sujo das janelas.
Quero que minhas mãos criem.
Quero que meu coração crie!
Quero filhos.
Quero amor...
E um cachorro grande, desajeitado e fiel!
Mas, por ora, não dá pra ir ainda...
(Será que um dia dará?)
Sei não...
Nem quero, por ora, saber.
(Vou, apenas, me entregar à adolescente insatisfação de não ter realizado ainda meus tão antigos planos e fechar a cara, conversar por resmungos e, sempre que possível, bater a porta do quarto...)
Depois, vejo um rosto bonito ou outra delicadeza qualquer e componho mais um poema.
Deixando o círculo recomeçar...






